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Quero mudar de profissão! E agora?

Se você que está lendo essa coluna agora e já contou 4 décadas de vida ou mais, sabe bem que tínhamos que escolher uma profissão lá pelos dezessete anos de vida, ingressar na faculdade, concluir a graduação e viver com esse ofício feliz para sempre.

Quanta ilusão…Hoje virou quase moda trocar o ganha-pão. Emprego então? Nem se fala! Que diga a geração “Y”.

São diversos os fatores que estão contribuindo para essa verdadeira revolução na área profissional das pessoas. Primeiro que estamos vivendo muito mais e com mais saúde e disposição física para trabalhar. Segundo, que estamos tendo menos filhos e isso nos libera para desempenharmos mais atividades. Terceiro, que estamos vivendo um momento em que há muito desejo de experimentarmos produtos e serviços novos e diferentes, e por fim, estamos nos permitindo ter prazer naquilo que fazemos.

Quando você se percebe descontente com a atividade que está realizando, insatisfeita com seu chefe ou mesmo com o ambiente de trabalho, logo começa a "síndrome da segunda-feira”. Sabe aquele finalzinho de domingo que vai dando um aperto no estômago em pensar que tem mais uma longa semana pela frente? Aí a pessoa chega no trabalho e posta no Facebook que está contando as horas para sexta-feira. Pára tudo! Tem algo muito errado aí. Chegou a hora de rever seus conceitos no que dizem respeito a sua profissão.

A partir daí começam a surgir aqueles diálogos internos do tipo: “Puxa, estudei tanto tempo, não posso perder tudo isso” ou “o que meu marido vai dizer se eu não quiser mais continuar fazendo isso, ele meu apoiou tanto” e por aí vai. Começa a despertar em nós basicamente dois medos: o que os outros irão dizer de mim e o medo do incerto, do que poderá vir pela frente.

Mudanças provocam medos. Vamos analisar cada um desses dois: o medo do julgamento das pessoas em sua volta. Não existe nada mais triste para um ser humano do que estar preso às opiniões alheias. A única pessoa que tem o direito de lhe julgar é você mesma. Primeira questão que é necessária e fundamental para qualquer outro passo, é buscar o autoconhecimento. Muitas vezes não sabemos o que desejamos, e para identificar aquilo que de fato nos motiva é necessário saber qual é nosso propósito de vida e o que queremos para nós e para as pessoas que nos cercam. Esse é o ponto mais importante em um trabalho de mudança de carreira.

Quando aprendemos a nos conhecer e desenvolvemos a clareza daquilo que nos satisfaz, nada nem ninguém tem o poder de nos demover do nosso novo caminho. O segundo medo, do desconhecido e do possível fracasso, pode ser minimizado com um bom planejamento de mudança de carreira. Faça uma pesquisa de mercado, ative sua rede de relacionamentos, avalie qual será o diferencial que você irá entregar, qual será o prazo necessário para retorno do investimento aportado na nova fase, entre outros tantos critérios. Importante deixar claro que o planejamento terá ajustes conforme as situações vão ocorrendo, não será obrigatório que o que foi definido no início seja seguido a risca até o final, flexibilidade também faz parte da jornada.

Outro ponto muito importante é a transparência. Seja clara e sincera com quem está ao seu lado. Se você irá precisar do apoio de quem está por perto, exponha sua insatisfação e que seu maior desejo é buscar o que lhe faz feliz. Boa sorte e que venha uma segunda-feira repleta de energia.